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Sensibilidade à luz, dor pulsante e náuseas? Pode ser crise de enxaqueca. Entenda os sintomas, causas, como aliviar e os diferentes tipos dessa condição.
Publicado em: 20/09/2023 - Atualizado em: 07/01/2026
A dor começa de um lado da cabeça e pulsa como um tambor descompassado. Aos poucos, a claridade machuca, os sons incomodam e até a pele parece mais sensível. Quem já enfrentou uma crise de enxaqueca conhece bem esse cenário – um desconforto que não se limita à dor, mas afeta a rotina, o humor e a produtividade 1-5.
Apesar de atingir cerca de 15% da população global e ser uma das condições neurológicas mais incapacitantes, segundo a Organização Mundial da Saúde, a enxaqueca ainda causa dúvidas. Inclusive, muitas pessoas seguem sem diagnóstico ou tratamento adequado 1.
A seguir, você confere o que está por trás desse tipo de dor de cabeça, desde as causas e sintomas até os principais tipos e como cada um afeta o dia a dia. Veja também quando a enxaqueca é preocupante e o que ajuda a controlar as crises.
Resumo
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É uma doença neurológica multifatorial, caracterizada, na maioria dos casos, por uma dor de cabeça intensa e pulsante em um dos lados da cabeça,. Geralmente, as crises de enxaqueca são recorrentes e podem durar de horas a vários dias. Nesse período, a intensidade varia entre moderada e alta 2.
É importante destacar que a enxaqueca é um dos mais de 100 tipos de dores de cabeça que existem. Nesse caso, é uma cefaleia primária, ou seja, que não está relacionada a nenhuma outra questão de saúde – o desconforto é o próprio problema 2,3.
Os principais são dor de cabeça intensa e incapacitante, sensibilidade à luz, ao som e a odores, distúrbios visuais, dor atrás dos olhos, tontura, náusea, vômito e piora do quadro após esforço físico. Vale ressaltar que as queixas podem variar conforme o tipo e as causas da crise de enxaqueca 2.
Ou seja, o quadro que você apresenta pode ser diferente do de outras pessoas. Por exemplo, alterações visuais, como luzes piscando e visão embaçada, são comuns em certos casos, mas não estão presentes em todos os episódios 2.
Entenda melhor cada sintoma a seguir.
A enxaqueca é conhecida por causar uma dor de cabeça mais intensa e incomum. Mais que um simples incômodo, a crise pode ser incapacitante e impedi-lo de realizar tarefas do dia a dia, principalmente se houver necessidade de esforço físico e/ou raciocínio 2,4.
Outra característica comum é a dor de cabeça pulsando (latejando). Basicamente, o desconforto surge em ondas e pode piorar com estímulos sensoriais e movimentos. Na maioria das vezes, o sintoma afeta um dos lados da cabeça, mas há casos nos quais o foco do mal-estar flutua da esquerda para a direita ou vice-versa 2,4.
Conforme mencionado, estímulos sensoriais podem desencadear ou até piorar o quadro de enxaqueca. Nesse contexto, luzes intensas, som alto e cheiros fortes, como perfumes, produtos de limpeza e outros, são fatores que costumam agravar os sintomas 2,4.
Às vezes, a enxaqueca causa alterações na visão e anomalias que atrapalham você a enxergar. Nesse cenário, é possível notar auréolas ao redor de lâmpadas e fontes de iluminação, pontos brilhantes e vista embaçada 2,4.
Por se tratar de uma condição neurológica, os sintomas nem sempre se limitam à cabeça. É comum sentir desconforto gástrico devido à enxaqueca, com enjoo (náusea), queimação e, às vezes, vômito 2,4.
A depender da causa e tipo de enxaqueca, o quadro pode incluir tontura e desequilíbrio. Essas queixas surgem principalmente se o ouvido interno é prejudicado, mas é possível que sejam provocadas pelo aumento da sensibilidade sensorial 2,4.
O esforço, seja físico ou mental, pode intensificar os estímulos enviados ao sistema nervoso e, assim, intensificar as crises. Por esse motivo, repousar em ambiente silencioso e escuro é fundamental para o tratamento de enxaqueca 2,4.
A seguir, entenda mais sobre cada um.
É o tipo mais comum e, geralmente, o primeiro a surgir. A dor aparece de forma unilateral (em um lado da cabeça), com intensidade moderada a forte, e costuma ser pulsante 2,4.
Além disso, pode vir acompanhada de náuseas, vômitos e sensibilidade à luz (fotofobia), ao som e a cheiros fortes. A crise de enxaqueca sem aura costuma durar de 4 a 72 horas e tende a piorar com esforço físico, como subir escadas ou caminhar 2,4.
Antes da dor de cabeça, o paciente apresenta sintomas neurológicos temporários, chamados de aura. Esses sinais surgem de forma gradual e duram entre 20 e 60 minutos. Os mais comuns são 2,4:
Após esse período, a dor costuma se instalar e pode durar horas ou dias.
Esse tipo se caracteriza pela frequência elevada das crises, que podem ocorrer por 15 dias ou mais ao mês durante pelo menos três meses seguidos. A dor varia de leve a intensa e nem sempre vem com todos os sintomas típicos da enxaqueca, como dor pulsante nas laterais da cabeça 2,4.
É comum o paciente alternar dias com dor forte e outros com incômodo leve, o que dificulta o diagnóstico. A enxaqueca crônica costuma impactar diretamente a qualidade de vida e requer tratamento específico e de longo prazo 2,4.
A enxaqueca menstrual afeta mulheres, principalmente durante o período pré-menstrual ou nos primeiros dias da menstruação. Em geral, tem relação com as oscilações hormonais, em especial à queda do estrogênio 2,4.
Esses exemplos tendem a ser mais intensos, duradouros e menos responsivos aos medicamentos tradicionais. Algumas pacientes só apresentam enxaqueca nesse período do ciclo, enquanto outras percebem um agravamento das crises já existentes 2,4.
Também conhecida como “enxaqueca silenciosa”, apresenta os sintomas típicos da aura (alterações visuais, dormência, dificuldade de fala), mas sem a dor de cabeça 2,4.
De acordo com o paciente, é possível confundi-la com outras condições neurológicas, como AVC ou epilepsia, portanto, o diagnóstico correto é essencial 2,4.
Mesmo sem dor, esse tipo de enxaqueca merece atenção e acompanhamento médico 2,4.
Menos conhecida, essa variante tem relação com distúrbios do equilíbrio. Os episódios incluem vertigem, tontura, sensação de flutuar, náuseas intensas e desconforto com movimentos bruscos da cabeça 2,4.
Em alguns casos, a dor de cabeça não aparece e o principal sintoma é a instabilidade corporal. Além disso, é possível confundi-la com labirintite, mas a diferença está na repetição dos sintomas e no possível histórico de enxaqueca clássica 2,4.
Os gatilhos e causas da enxaqueca podem incluir alterações neurológicas (no cérebro), fatores genéticos, variações hormonais, questões ambientais e comportamentais. Além disso, estresse, sono ruim, uso excessivo de analgésicos e certos alimentos, como vinho tinto e outras bebidas alcoólicas, são conhecidos por desencadear esses episódios 2.
Descobrir o que causa a crise de enxaqueca é desafiador, principalmente porque existem muitos fatores associados ao quadro. Cada pessoa pode desenvolver um “gatilho” específico e é comum haver uma combinação de dois ou mais desses elementos 4.
Costumam durar de 4 a 72 horas. Ou seja, o sintoma pode persistir por até 3 dias. Além disso, é possível notar episódios recorrentes ao longo de várias semanas. Normalmente, devido à gravidade do quadro, a doença pode ser incapacitante e impedir que siga sua rotina e faça atividades diárias 5.
Em geral, o diagnóstico médico acontece após o paciente relatar os sintomas e a frequência das crises. Essa etapa é fundamental para descobrir se é enxaqueca, outro tipo de cefaleia ou um problema de saúde diferente com sintomas similares. Além do físico, pode ser necessário fazer um exame neurológico completo 2.
Seu médico pode solicitar exames de imagem, como a ressonância magnética, em caso de outras suspeitas ou sinais de alerta (idade avançada, alterações no padrão da dor e histórico familiar) 2.
Você deve tentar identificar e evitar os desencadeadores das crises. Também chamados de gatilhos, estes fatores incluem comportamentos, estímulos e alimentos associados aos quadros de dor. Por exemplo: se sente o incômodo sempre após comer chocolate, esse pode ser um estímulo para a dor, então é melhor evitá-lo 2.
Além disso, o médico pode recomendar um remédio forte para enxaqueca que pode ser tanto para aliviar a dor como para preveni-la (nos casos de enxaqueca crônica) 2.
Outras abordagens que costumam proporcionar resultados interessantes são a aplicação da toxina botulínica e o uso de aparelhos neuromoduladores 2.
Segundo pesquisas, os desencadeadores mais frequentes são 7:
Expor-se aos gatilhos pode aumentar a frequência, duração e intensidade da dor 2,4.
É importante lembrar que esses estímulos variam de pessoa para pessoa. Ou seja, o que pode provocar a dor em um conhecido não terá necessariamente o mesmo efeito em você 2,4.
Logo, é fundamental documentar cada episódio e tentar definir quais são os possíveis fatores desencadeantes 2,4.
Assim, fique atento se notar o início das crises após os seguintes estímulos 2,4:
Recomenda-se eliminar gatilhos óbvios, como luz forte e som alto, tomar analgésicos ou anti-inflamatórios não esteroides para aliviar a dor, e antieméticos para combater o enjoo e a ânsia de vômito. Para tratar crises agudas, aparelhos neuromoduladores e medicamentos, como triptanos e gepantes, podem ser indicados pelo médico 2.
Deitar com os olhos fechados em ambiente silencioso pode diminuir os estímulos sensoriais. Além disso, você pode usar termoterapias para amenizar o desconforto. Enquanto o frio é útil para “adormecer” a musculatura e anestesiar a dor, compressas quentes para enxaqueca podem relaxar a tensão e ajudar a combater o estresse 7.
Também é essencial evitar o uso excessivo de telas. Se possível, tente descansar ou dormir, pois o repouso tende a diminuir a intensidade da crise. Manter-se hidratado e respeitar os sinais do corpo fazem diferença nesse momento 2-5.
Não, apenas a intensidade da dor de cabeça não basta para classificar a cefaleia como enxaqueca. Em geral, para receber esse diagnóstico, é necessário apresentar sintomas relacionados com alterações neurológicas, como as anomalias na visão (auras e vista embaçada) ou o desconforto gástrico (náusea e vômito) 2-5.
Os resultados variam conforme o caso e é necessário observar como seu corpo reage. Geralmente, compressas frias são mais recomendadas devido ao efeito anestésico que serve para aliviar a dor, mas a terapia de calor também pode ser útil, já que ajuda a relaxar a musculatura e combater o estresse 7.
Os principais alertas são 2:
Porém, vale destacar que procurar atendimento médico especializado é fundamental para diagnosticar com precisão o tipo de cefaleia e, consequentemente, definir o melhor tratamento para enxaqueca 2.
Sim, o sintoma pode estar presente entre os primeiros sinais de que uma crise está para chegar. Geralmente, esse desconforto piora quando tenta forçar a visão ou olha diretamente para uma fonte de iluminação forte, incluindo as lâmpadas fluorescentes, o sol e a tela de dispositivos eletrônicos 2,6.
Sim, os medicamentos da família Neosaldina servem para alívio da dor e podem ser indicados para o tratamento de diversos tipos de cefaleia, inclusive as enxaquecas. Para aproveitar a ação analgésica da dipirona, você pode escolher a Neosa em comprimidos ou em gotas, além da versão Neosaldina DIP 8-10.
A posologia do Neosaldina DIP pode variar de acordo com a orientação médica, mas o uso mais comum é de ½ a 1 comprimido, até 4 vezes ao dia. Caso o efeito do medicamento passe ou a dor persista, o ideal é tomar a próxima dose com intervalo de 6 a 8 horas 10.
Por ser um medicamento de uso oral, você deve ingeri-lo com água e nunca ultrapassar a quantidade recomendada. Apesar de ser um analgésico de venda livre, o uso prolongado ou em excesso pode causar efeitos indesejados. Portanto, é fundamental seguir as orientações do seu médico ou farmacêutico 10.
Agora que já sabe como tomar Neosaldina para enxaqueca, acesse nossa loja online para encontrar ofertas especiais.
Neosaldina. Comprimido revestido. Dipirona, mucato de isometepteno, cafeína. Indicações: analgésico e antiespasmódico para o tratamento de diversos tipos de dor de cabeça, incluindo enxaqueca ou para o tratamento de cólicas. MS 1.7817.0899. SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO. Neosaldina DIP. Comprimidos. Dipirona monoidratada. Indicações: analgésico e antitérmico. MS 1.7817.0912. SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO. Dezembro/2025.
Formado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Santo Amaro em 1994, com residência em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, concluída em 1996. Atuou na liderança de unidades hospitalares e maternidades entre 2004 e 2005, onde adquiriu sólida vivência em gestão médico-hospitalar.
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