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A fotofobia é sintoma ou gatilho da dor de cabeça?

A aversão às luzes fortes se encaixa nas duas categorias. Entenda a diferença entre elas.

27/04/2022 | Autoria Neosa

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Algumas pessoas podem sofrer um grande desconforto quando estão em ambientes muito claros ou ao ar livre em um dia de sol, por uma condição chamada fotofobia. Na prática, não se trata de uma doença em si, mas um sintoma de outro problema de saúde. 1

A causa do aumento da sensibilidade à luz nos olhos pode ser ocular ou não-ocular. Dependendo do caso, o tratamento e a gravidade da situação variam bastante, por isso, ignorar esse incômodo não é recomendado. 1

Nesse post, vamos explicar o que é a fotofobia, de onde vem esse sintoma e o que pode ser feito para aliviar o desconforto que ela causa. Aproveite a leitura!

O que é fotofobia?

A fotofobia é uma forma de hipersensibilidade à luz e à claridade, seja natural ou artificial. Essa condição provoca uma reação de extremo desconforto em um ou ambos os olhos, mesmo que a iluminação do ambiente não esteja tão intensa. Com isso, quem apresenta o sintoma tem bastante dificuldade de mantê-los abertos. 1

Qual a diferença entre fotofobia e sensibilidade à luz?

As pessoas que têm olhos claros, com menos melanina, tendem a ser mais sensíveis à luz do que as quem têm a íris mais escura, pois o pigmento ajuda a bloquear parte da claridade.

Assim, elas podem sofrer um pouco de desconforto em ambientes muito claros ou quando luzes fortes são apontadas para o rosto. Porém, o incômodo tende a passar rápido e apresenta soluções mais simples, como usar óculos escuros.

Já a fotofobia é uma aversão mais significativa à iluminação, acompanhada de irritação, problemas para enxergar e dor nos olhos, frequentemente associada a condições clínicas mais sérias. Os sintomas provocados, além de serem mais severos, costumam durar mais tempo e necessitam de soluções mais assertivas e complexas. 1

Sintomas da fotofobia

Os sintomas da fotofobia são 1:

  • irritação e vermelhidão nos olhos;
  • vista embaçada ou turva;
  • dificuldade de focar a visão;
  • olhos lacrimejantes e doloridos;
  • sensação de dor e inchaço nos globos oculares;
  • dor de cabeça;
  • dificuldade de manter os olhos abertos.

Vale destacar que a fotofobia pode se manifestar em apenas um dos olhos ou em ambos, dependendo da causa. Por exemplo, se a inflamação é leve e atinge apenas o olho direito, o esquerdo pode não apresentar qualquer sintoma. 2

Em outros quadros, mesmo que apenas um lado seja afetado, a claridade percebida pelo olho não atingido pode agravar o incômodo, principalmente quando ocorre fotofobia e dor de cabeça ao mesmo tempo. 3

O que causa fotofobia?

A fotofobia pode ser causada por problemas oftalmológicos, como infecções e inflamações oculares, ou por condições clínicas que afetam o sistema nervoso, causando desconforto sensorial que se manifesta como uma sensibilidade excessiva à claridade.  1

Causas oculares

As causas oculares da fotofobia são 1:

  • conjuntivite;
  • catarata;
  • glaucoma;
  • descolamento de retina;
  • úlcera ou lesão na córnea;
  • inflamação do tecido ocular;
  • danos à retina;
  • astigmatismo.

Em geral, qualquer lesão, inchaço ou infecção em tecidos oculares, na retina, córnea, íris ou qualquer outra parte dos olhos, pode gerar a fotofobia.

Causas não-oculares

A fotofobia pode ter causas não-oculares, normalmente envolvendo inflamações no sistema nervoso. São elas 1:

  • meningite (inflamação da membrana que reveste a parte externa do cérebro);
  • lesão cerebral grave;
  • paralisia supranuclear progressiva;
  • tumor na glândula pituitária;
  • enxaqueca e cefaleia.

Também é importante citar que algumas pessoas que sofrem de distúrbios mentais, como ansiedade, depressão, transtorno bipolar e síndrome do pânico, podem apresentar crises de fotofobia em certas situações. 1

Quanto tempo dura uma crise de fotofobia?

Não há um padrão de duração para crises de fotofobia. O quadro pode persistir por vários dias ou até que os sintomas sejam tratados adequadamente. O cenário exige que a pessoa se mantenha em ambientes mais escuros, protegida da luz, em especial quando vem acompanhada de enxaqueca. 1

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da fotofobia é feito pelo oftalmologista ou pelo neurologista, de acordo com a causa do sintoma. Como problemas de visão são mais comuns para esse quadro, o médico especialista em olhos é o mais indicado para fazer as avaliações iniciais. 1

Nesse caso, ele pode observar e realizar exames para identificar prováveis doenças oculares que provocam essa sensibilidade à luz.  1

Se não encontrar qualquer indício de problemas nos olhos, o oftalmologista pode encaminhar o paciente para o neurologista realizar exames adicionais, na busca pelo diagnóstico. 1

Qual o tratamento para fotofobia?

Quando se pensa em como tratar a fotofobia, além de identificar a causa e tratá-la conforme as orientações médicas, se deve tomar medidas para evitar a claridade e aliviar o desconforto associado à essa condição. As recomendações são 1:

  • usar óculos escuros com proteção UV;
  • para quem usa óculos de grau, preferir modelos com lentes polarizadas e, quando possível, fotossensíveis, que ficam mais escuras quando expostas à luminosidade;
  • quando estiver sob o sol, use bonés ou chapéus para fazer sombra nos olhos;
  • usar colírios lubrificantes para aliviar a vermelhidão e irritação nos globos oculares;
  • fazer uso de analgésicos e anti-inflamatórios via oral para aliviar a dor e o inchaço.

Importante citar que o uso de remédios para aliviar sintomas periféricos e colírios para fotofobia deve ser feito apenas por indicação do oftalmologista, para não agravar a condição por meio de tratamentos indevidos1

Fotofobia e dores de cabeça

Há uma relação clara entre fotofobia e dor de cabeça. Por um lado, a sensibilidade à luz serve de gatilho para cefaleias, pois o desconforto pode provocar aumento na produção de cortisol, hormônio ligado ao estresse, que gera rigidez muscular e alterações sensoriais. Além disso, quando se tem uma dor de cabeça, luzes fortes estimulam a atividade cerebral, agravando o quadro. 1

É por isso que pessoas que sofrem de enxaqueca devem ficar em ambientes silenciosos e escuros, a fim de aliviar as crises. Muita claridade e sons muito altos enviam sinais nervosos intensos para o cérebro, que está mais sensível por conta de inflamações, prolongando o desconforto. 1

Nesse caso, o paciente pode optar pelo uso de analgésicos para aliviar a dor de cabeça, como é o caso da Neosaldina tradicional, recomendada para o tratamento de cefaleias leves ou moderadas, e a Neosaldina Dip, versão indicada para combater as crises de enxaqueca.

Lembre-se de ler a bula e verificar com seu médico antes de usar qualquer medicamento.

Conclusão

Diante das informações apresentadas, podemos concluir que, apesar do incômodo grave que traz, a fotofobia tem cura, por meio do tratamento das condições médicas associadas a ela, sejam elas de natureza ocular ou neurológica. 1

A sensibilidade excessiva à luz, por si só, não é uma doença, mas ela pode indicar que há um problema de saúde mais sério por trás do quadro. Para obter um diagnóstico e tratar corretamente o caso, procure o oftalmologista de sua confiança. 1

Com isso, ficamos por aqui. Até a próxima!

Neosaldina DIP Comprimido

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